Derivativos de energia e a segurança para o setor elétrico

Moeda de um real simboliza os derivativos de energia no mercado nacional

Através de licença dada em março de 2020, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou a emissão dos “derivativos de energia”.

Mas o que é esse instrumento financeiro? Podemos dizer que eles são contratos que derivam de um ativo.

Através desse produto — e com base nos compromissos firmados entre compradores e vendedores —, existe a garantia de que o preço negociado não muda durante o período do contrato.

Confira todos os detalhes.

As transações no mercado livre de energia

As transações do Ambiente de Contratação Livre acontecem na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e envolvem as grandes companhias elétricas — concessionárias — e empresas de trading de energia, que especulam o preço do insumo e trabalham como intermediárias entre geradoras e consumidores.

Ou seja, na prática, o que acontece é: quando um lado acredita que o preço da energia irá subir, as empresas de trading compram das geradoras e/ou distribuidoras uma quantidade x de megawatts.

Esses MW são entregues de forma física às tradings, que revendem a um preço fixo para quaisquer empresas que tenham o interesse em adquirir energia elétrica para consumo imediato.

Isto é, o mercado funciona com a compra e venda de energia com entrega física.

Os derivativos de energia surgem justamente como alternativa a esse modelo e a medida será capaz de tornar a comercialização de energia elétrica mais líquida e dinâmica.

O que são derivativos?

Os derivativos são instrumentos financeiros que dependem e derivam do valor futuro de outros ativos, como moedas, taxas de referência, ações, entre outros.

Como forma de contratos, os derivativos oferecem proteção a investidores, como por exemplo perante às alterações no câmbio, que ocorrem em variações incertas.

Ou seja, operar e emitir derivativos garante que o comprador tenha a segurança de ter o preço por ele desejado mantido, mesmo que a compra aconteça tempos depois. Basicamente, é seu contrato de segurança.

É uma operação muito comum no mercado de commodities como café e ouro e que agora, após licença concedida pela Comissão dos Valores Mobiliários (CVM), chegará ao mercado de energia.

Os derivativos de energia

Como vimos, as transações no mercado de energia estão pautadas na compra e venda do insumo em sua forma física, para consumo imediato.

Com os derivativos de energia, quem busca se proteger da oscilação do preço do preço da energia elétrica estará seguro. Como assim?

Na compra e venda de energia elétrica, o ativo utilizado para valorar as negociações é o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). Optar pelos derivativos de energia é garantir uma proteção à flutuação do preço do insumo.

Com os derivativos, já é possível comprar um contrato que vai garantir, pelos próximos 12 meses, a compra da energia elétrica pelo preço que ela está hoje, por exemplo.

Isso traz maior dinamismo e amadurecimento ao mercado; pois, permite que diversos agentes participem das negociações.

Além disso, quem busca se posicionar na energia elétrica como ativo financeiro para operações também pode utilizar os derivativos de energia como instrumento de segurança e garantia de proteção.

O mercado de derivativos de energia é bem comum e consolidado em países como os Estados Unidos e no continente europeu.

Quem pode se beneficiar?

Optar pela emissão de derivativos de energia pode beneficiar:

  • Comercializadoras interessadas em travar o preço futuro do PLD;
  • Companhias que desejam obter retorno financeiro com a oscilação do preço;
  • Investidores que têm a intenção de lucrar com a expectativa de alta ou baixa das cotações.
Especialistas analisam derivativos de energia antes de tomarem decisões a respeito da compra do insumo
Derivativos de energia permitem segurança e proteção de preço aos envolvidos nas negociações de compra e venda do insumo.

Tipos de derivativos

Os principais derivativos de energia podem ser divididos em quatro grandes tipos: termo, “swap”, futuro e opções.

Contratos a termo

Os derivativos chamados “contratos a termo” são operações de compra e venda, nas quais é firmado um contrato bilateral por um preço fixado no momento da negociação.

Nessa ocasião, a liquidação será em data futura.

Os contratos a termo permitem customização de preços, prazos, quantidades e condições de pagamento.

Além disso, são operações realizadas no mercado de balcão, sendo uma das modalidades mais clássicas e contratadas.

Contratos futuros

Os contratos futuros são negociados exclusivamente no ambiente de bolsa de valores e também têm suas especificações padronizadas, como quantidade negociada, prazos, formas de liquidação e outras questões vinculadas.

Além disso, os contratos futuros, são, quase sempre, liquidados financeiramente. Ou seja, sem a entrega física do ativo implícito — nesse caso, a energia elétrica.

Contratos de “swap

O “swap” é um contrato de troca de fluxos financeiros que permite aos participantes do mercado a troca de exposições indesejadas, trazendo assim maior previsibilidade a seus fluxos de caixa.

São contratos que permitem ainda a troca de posições das empresas com base nos valores de referência de um ou mais ativos e demais critérios estabelecidos entre as partes.

Os contratos de “swapsão negociados tipicamente em balcão.

Contratos de opções

Os contratos de opções oferecem aos seus compradores o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender uma certa quantia de energia em uma data futura por um preço previamente determinado, mediante pagamento de um prêmio.

A maioria das transações envolvendo contratos de opções de energia se realiza em mercado de balcão.

Focus e as negociações no mercado livre de energia

Em todo o mundo as empresas têm buscado desenvolver novas formas de minimizar o impacto ambiental de seu consumo energético.

A energia elétrica proveniente de fontes limpas apresenta-se como uma alternativa acessível para todos os segmentos da economia, sendo a forma escolhida por muitas empresas para reduzir custos com energia e auxiliar no alcance de metas em termos de sustentabilidade.

Cada vez mais, consumidores têm migrado do mercado cativo (tradicional) para o mercado livre de energia, ou o Ambiente de Contratação Livre, como também é conhecido.

Baseados na sinergia das atividades de comercialização e geração, temos como meta nos tornar o agente de negócios em energia de nossos clientes, prestando atendimento customizado e identificando oportunidades a partir de suas necessidades.

Além disso, é nossa estratégia também a expansão de nossa capacidade de produção de energia elétrica por meio da aquisição e desenvolvimento de novos ativos de geração de energia de fontes renováveis para comercialização ou para estruturas de Geração Distribuída.

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Focus, energia para a vida.

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